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Laboratório Experimental de Ciência Cidadã, Cultura Oceânica e Tecnologia

Ecologia Humana

Não vamos descrever como o colonizador realizou feitos, criou uma narrativa própria que foi contada e recontada - até hoje em comemorações. Vamos falar do que estava antes, de quem estava antes, da memória antropofágica que tem permitido que as histórias sejam questionadas, revisitadas, contestadas, recriadas.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue. Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas. Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida. Manifesto Antropófago. Oswalde de Andrade, 1928.

Ambiente inseguro (para crianças): substantivo masculino. Atmosfera; reunião do que envolve uma pessoa, sua situação financeira, cultural, psicológica e moral: ambiente tenso, perigoso, que não possui ou demonstra segurança.

Clero: substantivo masculino. Conjunto dos sacerdotes de um culto, de um país: o clero católico; o clero de Portugal. Conjunto dos padres de uma paróquia ou das igrejas de uma cidade.

Códigos: substantivo masculino. Conjunto dos pontos de vista de alguém ou de um grupo de pessoas sobre o modo de realizar alguma coisa, de se comportar; norma. Sistema de símbolos que permite a representação de uma informação (secreta ou não): código Morse. Coleção de leis, preceitos, normas, regulamentos. Em sua etimologia, a palavra código deriva do latim “codicem”; para alguns pode derivar do latim “codex,icis”, que significa ato de escrever, registrar.

Epistemicídio: O termo epistemicídio foi cunhado pelo sociólogo português Boaventura de Souza Santos, sob a observação do apagamento das contribuições científico-filosóficos das populações africanas em oposição a valorização do conhecimento das populações brancas europeias e norte-americanas, prioritariamente. Dessa forma, o mundo, apesar de sua complexidade, ganhou contornos monoculturais que barravam a popularização de outras formas de conhecimento que destoassem do modelo vigente. Para Souza Santos, o epistemicídio seria a outra face do genocídio, atuando como um dos instrumentos mais eficazes e duradouros para a dominação racial, ao fortalecer a negação da legitimidade desses saberes de forma a impactar também no reconhecimento da população oprimida como sujeitos de direitos. No Brasil, a filósofa e intelectual Sueli Carneiro se apropriou do termo para compreender o racismo estrutural no país. Em sua tese de doutorado “A construção do Outro como Não-ser como fundamento do Ser” de 2005, Carneiro reforça a impossibilidade de não associar a desqualificação do conhecimento produzido pelos povos dominados com a desqualificação da posição, coletiva ou individual, como seres capazes de aprender. Para Katiúscia Ribeiro, mestra e doutoranda em Filosofia Africana pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGF-UFRJ) e coordenadora-geral do Geru Maa – Laboratório de Africologia e Estudo Ameríndios, da mesma instituição, “o epistemicídio chega antes da bala, chega antes da corrente, chega antes das violências e das desigualdades”.

Genocidas: substantivo masculino e feminino. Pessoa que ordena ou é responsável pelo extermínio de muitas pessoas num curto espaço de tempo. Pessoa que cometeu genocídio ordenando o extermínio de um grande número de pessoas, de todo um grupo étnico ou religioso, de um povo, de uma cultura ou de uma civilização. Adjetivo. Que produz genocídio, aniquilando grupos humanos através da utilização de diferentes formas de extermínio: pobreza genocida. Etimologia. A palavra genocida deriva da junção do prefixo geno-, com o sentido de “tronco, família”, e do sufixo -cida, “que mata, extermina”.

Integrados: adjetivo. Diz-se de algo ou alguém que se incorporou, que se integrou. Indivíduo adaptado: povos originários estão bem integrados na natureza. Combinação de partes ou etapas que funcionam de forma completa: floresta integrada. Sinônimo de: adaptado, incorporado, junto, unido.

Invasores: adjetivo, substantivo masculino. Que ou aquele que invade, que pratica invasão. Sinônimo de: agressor, assaltante, atacador, atacante.

Lideranças em Negociação: Processo de convencimento por parte dos colonos e de tensionamento por parte do povo originário.

Nobreza: Posição hierárquica absoluta, quem deve ser reverenciado. Possivelmente o autor da expressão “Você sabe com quem está falando?”

Padre Catequizando: Autoridade da Igreja Católica, homem. Realizando processo de convencimento sobre sua doutrina.

Pessoas em Mediação: Trocas, compreensão entre dois grupos populacionais, tensão.

Postura de guerra: substantivo feminino. Posição do corpo. expressão facial própria; semblante, fisionomia. Comportamento de quem sabe se portar para o conflito armado entre povos ou etnias diferentes, buscando impor algo pela força e pela violência, com o objetivo de proteger seus próprios interesses.

Povos Originários: Grupo populacional que habitava o litoral do estado de São Paulo, e de outros lugares do Brasil, antes da chegada dos colonos.

Relação hierárquica: substantivo feminino. Qualquer classificação que tenha como base as relações entre superiores e dependentes. Ordem que existe de forma a priorizar um membro, poderes, categorias, patentes e/ou hegemonia de suas organizações: a hierarquia eclesiástica.

Religiosos: adjetivo. Que se refere à religião: canto religioso. Solene, austero, profundo: silêncio religioso. Pertencente ou referente ao instituto monástico. Sinônimo de: piedoso, crente.

Símbolos: Figura que representa um ser, objeto ou ideia abstrata; emblema. Algo ou alguém que representa certo modo de agir ou alguma atividade: ele é o símbolo da colonização. Etimologia. A palavra símbolo deriva do latim “symbolum,i”; pelo grego “súmbolon,ou”, que pode significar uma insígnia ou marca distintiva.

Soldados: substantivo masculino. Militar: Aquele que, na hierarquia das Forças Armadas a Auxiliares, ocupa o grau mais baixo. Homem alistado nas fileiras do exército; praça de pré. Por Extensão: Nome genérico dado a qualquer militar.

Vigia: Aquele que observa e está pronto para agir, com armas, a favor do colonizador.

Vilão: Não é o contrário do mocinho, é aquele que invade, destrói, engana, corrói.