Laboratório Experimental de Ciência Cidadã, Cultura Oceânica e Tecnologia
Terra Rara: Ecossistema
Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Canção do Exílio. Gonçalves Dias, 1843.
Imagine o deslumbre dos portugueses quando chegaram no litoral paulista em um dia de verão, de janeiro de 1532. O céu azul, os pássaros, as praias, a moldura da Mata Atlântica. Um novo mundo com tantos itens possíveis de extração e comercialização. Tantos anos depois, faz sentido questiornamos o que é exótico, o que é nativo? Ou tudo foi remixado? brazilizado?
Área desértica (invasores destruíram): adjetivo. Que se assemelha ao deserto; diz-se daquilo que tem propriedades semelhantes às do deserto: terreno desértico. Por Extensão: Despovoado; sem povoação, habitantes; sem vida.
Área preservada (por indígenas): do verbo preservar. Conservar, evitar a destruição de algo, de alguém ou de si mesmo: preservava a floresta dos invasores.
Árvore seca: substantivo feminino. Botânica: Planta lenhosa com caule ou tronco fixo no solo, com raízes, despido na base, carregado de galhos e folhas na parte superior. Quando deixa de possuir umidade, torna-se seca. Sem vida, morta.
Campo Aberto: Local entre a faixa de areia e a vegetação. Espaço por onde os colonos invadiram, estabeleceram, negociaram. Hoje chamado como Orla.
Jundú: Cordão de vegetação que fica a beira mar, ou mato que protege o litoral.
Dia de Verão: Era 22 de janeiro. Nessa região, o verão ocorre entre o final de dezembro e o final de março, na época as temperaturas médias já ficavam acima de 30°C, com a sensação térmica maior por causa da umidade. Pela escala de Köppen-Geiger o clima de São Vicente é definido como Af (Clima Tropical Úmido). Há mais de 500 anos atrás não encontramos: turistas e lixo nas praias, palcos de show do verão superfaturados, sensação térmica extrema ou uso de ar condicionado.
Ilha Porchat: Ilha adquirida pela família Porchat no século XIX. Hoje abriga uma edificação de Oscar Niemeyer, mas já sediou clubes e grandes festas. Antes não tinha esse nome, era um bem comum, sem dono.
Mar: Há quem chame de Kalunga Grande, local de oferenda para Iemanjá. Para populações pesqueiras é o local de onde vem o sustento. Para poetas fontes de inspiração. Para a fauna e flora costeira, casa. Nele encontramos: navios, turismo, comércio, plataformas de petróleo, guerras, bombas atômicas, cada vez mais lixo. Local por onde chegou o homem branco colonizador.
Mata Atlântica: Bioma com biodiversidade exauberante, tropical, vegetação complexa. Infelizmente encontra-se em processo de intensa fragmentação e destruição, iniciada com a exploração do Pau-Brasil no século XVI.
Morros: Ilhas com morros e morros presentes no desennho da costa. Antes compunham uma paisagem perfeita, com um desenho subindo acima do nível do mar. Hoje, marcados por deslizamentos, ocupações irregulares e desmatamento.
Pássaros: Possivelmente gaivotas (Larus dominicanus) de grande incidência na região. Mas que também simbolizam a variedade de aves da região.