Laboratório Experimental de Ciência Cidadã, Cultura Oceânica e Tecnologia
Siren
Na mitologia grega, as sereias eram criaturas híbridas com corpo de pássaros e rosto de mulher, que viviam nos oceanos e mares atraindo marinheiros com canções hipnóticas. Embora suas origens sejam difusas, é provável que suas tragetórias estejam relacionadas com o mundo dos mortos, assim como a das Valquírias. Segundo a lenda, aquele que fosse capaz de ignorar às canções de uma sereia, deveria morrer. Quando passaram a ser massivamente ignoradas, perderam o seu dom, e se esconderam no fundo do mar com as criaturas luminescentes nas zonas abissais.
Com a emergência climática e a vulnerabilidade das populações costeiras e pesqueiras, acentuanda pelo “Super” El Niño de 2026-2027, as sereias vieram à tona, novamente, utilizando tecnomagia como meio e PureData para emitir sirenes - em uma analogia aos dados puros, sem distorções políticas de que é um hoax ou que ainda há tempo.

A proposta de Siren consiste em avaliar a Vulnerabilidade Costeira dos 9 Municípios da Baixada Santista, correlacionando 2 camadas de dados:
- O Índice de Progresso Social (IPS/Imazon);
- Dados Climáticos, considerando: 1. Aumento de temperatura/estresse térmico, ou seja, da carga líquida de calor que recai sobre o corpo, que não só da temperatura, mas também de umidade, vento e radiação solar. Para isso vamos utilizar o Índice Climático Térmico Universal, uma espécie de “sensação térmica” que combina esses fatores e simula como o corpo humano reage ao ambiente; 2. Aumento do nível do mar/estuário, se essas áreas sofrem com a ação de contaminantes/poluentes e qual a categoria deles.
Com isso, vamos fazer uma leitura crítica de cada cidade, que será traduzida em um canto, em uma leitura sonoro: quanto mais grave a situação, mais grave (literalmente) o som.
Bertioga Cubatão Guarujá Itanhaém Mongaguá Peruíbe Praia Grande Santos São Vicente